Audición de Voces: análisis de registros en prontuarios de un Centro de Atención Psicosocial

  • Luciane Prado Kantorski Universidade Federal de Pelotas
  • Camila Irigonhé Ramos Universidade Federal de Pelotas
  • Cátia Gentile dos Santos Universidade Federal de Pelotas
  • Maria Laura de Oliveira Couto Universidade Federal de Pelotas
  • Roberta Antunes Machado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
  • Michele Mandagará de Oliveira Universidade Federal de Pelotas
Palabras clave: Registros, Salud Mental, Psiquiatría, Atención al Paciente

Resumen

Antes del surgimiento de la psiquiatría, oír voces que otras personas no oyen era considerado una experiencia común. Sin embargo, a partir del siglo XIX, la psiquiatría trajo un nuevo significado para esa experiencia, clasificándola como un síntoma característico de diversos trastornos mentales. Sin embargo, en la década de 1980 surge en Holanda el Movimiento Internacional de Oyentes de Voces, que propone la elaboración de nueva interpretación para esa experiencia, permitiendo al (la) oyente nuevas estrategias para comprender y convivir con las voces sin, necesariamente, recurrir a psiquiatría, pues entiende las voces como parte de la subjetividad humana. Este estudio analizó el registro al respecto de la audición de voces hecho por trabajadores de un servicio de atención psicosocial. La colecta de datos ocurrió entre setiembre de 2017 y mayo de 2018. Fueron analizados 389 prontuarios de usuarios activos en el servicio, de los cuales 181 presentaron registro de audición de voces. Para análisis e interpretación de los datos fue realizada la lectura exhaustiva del material, a partir de la cual emergieron de los temas: a) audición de voces descripta a partir del conocimiento psiquiátrico; b) audición de voces descripta mientras experiencia humana. Los registros de los trabajadores de CAPS evidenciaron que hay una predominancia del conocimiento biomédico, por medio de diferentes formas de control del discurso de los usuarios. En ese sentido, es fundamental que el trabajador (a) de la salud mental se movilice en el sentido de promover abordajes terapéuticos que permitan un diálogo emancipatorio, en el sentido de no cronificar el relato de oír voces en las primeras expresiones traídas por los (as) oyentes (as). Cuando bien registrado, el prontuario puede ser utilizado como un instrumento de comunicación entre los integrantes del equipo de salud, y también valorar la experiencia de los usuarios.

Biografía del autor/a

Luciane Prado Kantorski, Universidade Federal de Pelotas

Universidade Federal de Pelotas. Faculdade de Enfermagem. Pelotas/RS. Brasil

Camila Irigonhé Ramos, Universidade Federal de Pelotas

Universidade Federal de Pelotas. Programa de Pós Graduação em Enfermagem. Pelotas/RS. Brasil

Cátia Gentile dos Santos, Universidade Federal de Pelotas

Universidade Federal de Pelotas. Programa de Pós Graduação em Enfermagem. Pelotas/RS. Brasil

Maria Laura de Oliveira Couto, Universidade Federal de Pelotas

Universidade Federal de Pelotas. Programa de Pós Graduação em Enfermagem. Pelotas/RS. Brasil

Roberta Antunes Machado, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Pelotas/RS. Brasil.

Michele Mandagará de Oliveira, Universidade Federal de Pelotas

Universidade Federal de Pelotas. Programa de Pós Graduação em Enfermagem. Pelotas/RS. Brasil

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Publicado
2019-08-11
Cómo citar
Prado Kantorski, L., Irigonhé Ramos, C., Gentile dos Santos, C., de Oliveira Couto, M. L., Antunes Machado, R., & Mandagará de Oliveira, M. (2019). Audición de Voces: análisis de registros en prontuarios de un Centro de Atención Psicosocial. Revista Uruguaya De Enfermería, 14(1). https://doi.org/10.33517/rue2019v14n1a1
Sección
Investigación