Nível de influência da televisão na preferência por alimentos energeticamente densos, em crianças de 9 a 12 anos com nível econômico médio e baixo da cidade de Guatemala
Palavras-chave:
Obesidade Pediátrica, Comportamento Alimentar, Alimentação Escolar, Hábitos Alimentares, Publicidade de AlimentosResumo
Considera-se que a publicidade na televisão seja o meio de comunicação com maior influência nas preferências de consumo de alimentos energeticamente densos, contribuindo para o aparecimento de obesidade em idade precoce. Objetivo: determinar o nível de influência da publicidade televisiva sobre as decisões ou preferências para consumir alimentos energeticamente densos, nas crianças em idade escolar de nível médio e baixo da Cidade de Guatemala. Metodologia: pesquisa quantitativa descritiva transversal, realizada na Cidade de Guatemala. O estudo foi realizado com crianças pertencentes a instituições de ensino públicas e particulares. Relacionou índice de massa corporal (IMC) e desvio padrão (DE), em estado nutricional normal (IMC +1DE e -2DS), e com sobrepeso (IMC > de +1DS) ou obesidade. Foram selecionadas 303 crianças, meninos e meninas, que se encontravam no intervalo de idade entre 9 e 12 anos, do turno matutino, e que contavam com a disposição e consentimento da instituição e/ou pais ou responsáveis para realizar os questionários. O estudo foi realizado em várias fases: 1)Desenho dos instrumentos de coleta de dados 2) Validação do instrumento com seis meninos pertencentes a colégios particulares e seis meninos de colégios públicos 3) As crianças foram pesadas e medidas para selecionar a amostra 4) Aplicação da entrevista a 303 meninos e meninas. Seleção da informação. Os resultados da entrevista foram analisados com estatística descritiva. Anteriormente, já tinham sido realizados estudos para determinar o nível de influência da publicidade, por exemplo, das emissoras de rádio, nas preferências por alimentos energeticamente densos, em crianças de instituições de ensino de nível econômico médio e baixo, trabalho conduzido por KM Barahona Escobar, da Universidad Rafael Landívar. Resultados: o nível socioeconômico (NSE) médio mostrou 20 pontos percentuais a mais de obesidade e sobrepeso que o NSE baixo. Coincidiu que tanto o NSE médio como o baixo assistiam aos mesmos quatro canais, que eram: Disney Channel (15,1%); Disney XD (14,8%); Cartoon Network (13,9%), e Nickelodeon (13,5%). Há diferença estatisticamente significativa no nível de influência dos anúncios entre esses dois níveis socioeconómicos, sendo que no NSE médio é onde existe maior influência da publicidade televisiva. Na televisão aberta do país, 60% dos alimentos anunciados é ultraprocessado, e na televisão a cabo, 83% também pertence a este grupo de alimentos. Não há diferença estatisticamente significativa da associação entre nível de influência e IMC. Não há diferença estatisticamente significativa quanto ao nível de influência televisiva segundo o sexo. Conclusões: observou-se que as preferências alimentares dos meninos e meninas em idade escolar são influenciadas pela publicidade televisiva e que este nível de influência não varia segundo o estado nutricional ou sexo, mas conforme o nível socioeconômico da população avaliada
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